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04 de julho de 2017

Informativo Político

Pronunciamento de Aécio Neves

Na tarde de hoje (4), o Senador Aécio Neves (PSDB) discursou na Tribuna do Senado Federal. Recentemente reinstituído em seu cargo, Aécio disse que continuará afirmando que não ofereceu nem recebeu quaisquer vantagens ilícitas.

Informativo Político

Na tarde de hoje (4), o Senador Aécio Neves (PSDB) discursou na Tribuna do Senado Federal. Recentemente reinstituído em seu cargo, Aécio disse que continuará afirmando que não ofereceu nem recebeu quaisquer vantagens ilícitas. Teria sido vítima de uma armadilha engendrada por um criminoso confesso de diversos crimes. Ofereceu a ele, sim, apartamento de propriedade de sua família, cujo valor em dinheiro que o ajudaria a arcar com despesas que teve com advogados. Não teria obtido em nenhum momento vantagens provenientes de sua carreira política. Teria sido o empresário Batista que propôs o empréstimo, que seria, segundo Aécio, devidamente registrado no futuro.

Ricardo Saúde, um dos executivos que efetuou delação premiada, teria dito que ele (Aécio) nunca teria feito nada por eles, o que demonstraria a inocência do parlamentar.

Aécio disse que errou, por ter se deixado envolver em uma “trama ardilosa”, e deixado que seus familiares tivessem sido utilizados como margem de manobra. Teria errado por utilizar um vocabulário que não lhe seria comum em suas comunicações.

O seu afastamento do mandato de senador teria sido pedido por três razões: (i) ter dito em conversa privada – criminalmente gravada, ressalta – que deveriam aprovar uma nova lei de abuso de autoridade; (ii) porque, nessa mesma conversa – que julgava privada – fez referência à majoração das penas para o crime de caixa 2, o que considera uma legítima opinião de um parlamentar no exercício de seu mandato e (iii) em virtude de suas críticas a determinadas áreas do governo, o que não seria nem próximo a uma tentativa de obstrução de justiça, o que lhe teria sido imputado.

Aécio diz que jamais interferiu em nenhum órgão envolvido nas investigações da Lava-Jato.

No dia em que não puder mais exercer o direito ao contraditório, chegaremos a um momento de restrição total. O art. 53 assegura a imunidade por palavras e votos, o que garante que o mandato, emanado do voto popular, não seja ameaçado, e que não haja risco para a harmonia entre os Poderes.

Coube ao Ministro Marco Aurélio, do STF, dizer que medidas cautelares, como o afastamento de um senador federal, representa o esvaziamento da representação democrática, e prejudica o cumprimento da Constituição Federal.

Aécio disse que não carrega mágoas dos acontecimentos do passado, tem olhos apenas para o futuro, e confia no Judiciário para que separe os fatos dos desdobramentos políticos. Sua volta dar-se-ia única e exclusivamente pelo respeito à lei, com o firme propósito de continuar trabalhando, para que o Brasil supere as dificuldades econômicos e a profunda crise social na qual o país se encontra. As reformas, nesse sentido, são essenciais.

Homenageia, por fim, o Senador Tasso Jereissati, que conduziu (e conduz) o PSDB enquanto Neves estava afastado. O fim da recessão, o reequilíbrio da dívida externa e a limitação dos gastos públicos, entre outras, são conquistas que precisam ser conquistadas para que o país possa crescer.

Aécio encerra seu pronunciamento dizendo que as maiores vítimas da crise são os brasileiros que mais precisam do apoio do Estado, e que será por intermédio da boa política que encontraremos um novo caminho, para o Brasil e para os brasileiros.

Foto: http://www.psdb.org.br/acompanhe/pronunciamento-senador-aecio-neves-senado-federal/